No cenário atual, com regulações cada vez mais rígidas e modelos de terceirização variados, a gestão de riscos contratuais se tornou essencial para a sobrevivência das empresas. A contratação de terceiros pode gerar passivos trabalhistas, fiscais e reputacionais, caso não haja um mapeamento adequado dos riscos desde a seleção dos parceiros.
A prevenção começa antes da assinatura do contrato, com auditorias sobre a capacidade técnica, financeira e a conformidade legal do prestador. Já na formalização, é fundamental que os contratos sejam personalizados, claros e contenham cláusulas que delimitem obrigações, qualidade dos serviços, hipóteses de rescisão e afastem qualquer vínculo empregatício com a contratante.
Além disso, mesmo sem obrigação legal direta, é prudente adotar mecanismos de verificação da regularidade fiscal e trabalhista do parceiro, conforme o nível de risco. Por fim, a gestão de riscos deve ser contínua, integrada à cultura organizacional e voltada à proteção do negócio, garantindo agilidade frente a problemas e consolidando governança, reputação e competitividade da empresa.